Gabriely Barbosa de Melo, de 19 anos, que sofreu uma parada cardiorrespiratória após suposta troca de medicação em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no bairro Potengi, em Natal, apresentou sinais de melhora enquanto segue internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital privado. Segundo familiares, a jovem abriu os olhos ao ser chamada pela mãe e também tossiu, o que foi interpretado como um progresso positivo.

“Os médicos consideram isso bons sinais. Para quem não estava respondendo, é um avanço. A mãe chamou pelo nome dela e ela abriu os olhos, ainda sonolenta devido à sedação, mas foi algo significativo”, disse Maria Soares, avó da paciente.

O caso ocorreu na última terça-feira (16), quando Gabriely buscou atendimento médico na UPA com sintomas de tosse e inflamação. De acordo com informações apuradas, a médica teria prescrito um corticoide e um expectorante. No entanto, na sala de medicação, a jovem teria recebido erroneamente três ampolas de succinilcolina, um relaxante muscular utilizado em procedimentos cirúrgicos e para intubação, em vez do medicamento correto, o succinato sódico de hidrocortisona. A aplicação do relaxante teria causado a reação adversa que levou à parada cardiorrespiratória.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) instaurou uma sindicância para apurar os fatos e afastou os servidores envolvidos no manejo dos medicamentos. O Conselho Regional de Enfermagem do Rio Grande do Norte (Coren-RN) também está acompanhando o caso. A família informou que pretende acionar o Ministério Público para registrar a denúncia formalmente.

Gabriely foi transferida para um hospital particular na quarta-feira (17), onde permanece sob cuidados intensivos. O estado de saúde da jovem ainda inspira cuidados, mas os recentes sinais de resposta geraram otimismo entre os familiares.

A investigação segue em andamento para determinar as responsabilidades pelo ocorrido e evitar que casos semelhantes voltem a acontecer.