O custo médio de construção do metro quadrado no Rio Grande do Norte apresentou uma alta significativa de 0,88% em setembro, em comparação ao mês anterior, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (9). O aumento foi o quarto maior registrado no Brasil, ficando atrás apenas dos estados de Mato Grosso (5,45%), Paraíba (3,35%) e Amapá (0,99%).
Com o reajuste, o valor médio do metro quadrado no estado subiu de R$ 1.729,46 em agosto para R$ 1.744,62 em setembro. O principal fator responsável por essa elevação foi o aumento no custo da mão de obra na construção civil potiguar, que passou de R$ 676,01 para R$ 687,35 por metro quadrado, representando um acréscimo de R$ 11,34. Já o componente material ficou em R$ 1.057,27.
Apesar da alta expressiva no mês, o Rio Grande do Norte ainda possui o sexto menor custo médio do metro quadrado do Brasil. No acumulado de 2023, o estado registrou um aumento de 3,55% no custo do m², o menor entre os estados do Nordeste. Já a variação acumulada nos últimos 12 meses foi de 4,11%, a terceira menor do país.
Os números foram obtidos por meio do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), mantido pelo IBGE em parceria com a Caixa Econômica Federal. O sistema é uma ferramenta essencial para a programação de investimentos no setor público, auxiliando na elaboração e avaliação de orçamentos de obras habitacionais e de infraestrutura.
A alta no custo do metro quadrado reflete a pressão inflacionária sobre os insumos e a valorização da mão de obra, fatores que impactam diretamente o setor da construção civil no estado. Especialistas destacam a importância de investimentos em capacitação profissional e inovação para equilibrar os custos e manter a competitividade do mercado local.
