GABINETE DE NETANYAHU NEGA ACORDO DE CESSAR-FOGO COM O HAMAS

O gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, emitiu uma declaração na segunda-feira, (16), negando veementemente a existência de um acordo de cessar-fogo com o grupo terrorista Hamas, contrariando informações vindas de fontes de segurança egípcias divulgadas pela agência de notícias Reuters.

A controvérsia em torno da alegada trégua surgiu depois que relatos sugeriram que os Estados Unidos, o Egito e Israel haviam alcançado um acordo para permitir a reabertura das fronteiras em Rafah, na Faixa de Gaza, a partir das 9 horas, horário local. No entanto, a abertura da fronteira não se concretizou como previsto.

A agência de notícias Reuters citou fontes de segurança egípcias, afirmando que um acordo de cessar-fogo estava em vigor, incluindo a autorização para a entrada de ajuda humanitária em Gaza em troca da saída de estrangeiros. No entanto, o gabinete de Netanyahu rapidamente desmentiu essa informação, declarando categoricamente: “Não há cessar-fogo, nem entrada de ajuda humanitária em Gaza em troca da saída de estrangeiros.”

O potencial acordo teria tido um impacto significativo, não apenas na região, mas também em uma situação particular que envolve um grupo de 32 cidadãos brasileiros em Gaza. Esse grupo havia solicitado ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil, o Itamaraty, sua remoção da Faixa de Gaza, e a possível reabertura da fronteira com o Egito era vista como uma oportunidade para atender a esse pedido.

A questão do conflito israelense-palestino e a situação em Gaza continuam sendo temas delicados e complexos que afetam não apenas a vida dos habitantes locais, mas também geram repercussões globais. A incerteza em torno desses relatórios conflitantes destaca a necessidade de uma resolução pacífica e duradoura para a região e o desejo de aliviar o sofrimento daqueles afetados por esse conflito de longa data.