De Claudia Raia à Oktoberfest: quem receberá dinheiro da Lei Rouanet

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Até domingo (29.jan.2023), o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou 595 projetos culturais aprovados pela Lei Rouanet (Lei 8.313/1991), somando R$ 608 milhões para a sua execução. A lei permite que empresas e cidadãos que apoiem ações culturais deduzam parte do Imposto de Renda e destinem o valor às propostas.

Entre os projetos aprovados, há iniciativas voltadas para nas áreas de música, teatro, literatura, eventos e restauração de museus e patrimônios tombados. No entanto, as propostas publicadas no DOU (Diário Oficial da União) não serão totalmente executadas em 2023. Este ano servirá, principalmente, para a captação do dinheiro por meio da lei.

Leia no infográfico quantos projetos são de cada área:

Em entrevista ao Poder360, o secretário de Fomento e Economia da Cultura, Henilton Menezes, diz que nem todos os projetos foram aprovados pelo governo Lula: “Alguns já estavam com a análise pronta, outros estavam na metade e outros a gente fez a análise. Foram quase 5.000”.

Um dos projetos aprovados que recebeu divulgação significativa na imprensa são 2 musicais da atriz Claudia Raia, que irão captar R$ 5 milhões. A proposta foi criticada nas redes sociais por nomes ligados ao bolsonarismo, como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, e a atriz Regina Duarte.

No entanto, o projeto envolvendo 2 musicais de Claudia Raia é apenas 1 de quase 600 iniciativas aprovadas. O Poder360 compilou de maneira meticulosa todos os 595 projetos. Há outros espetáculos, exposições em homenagem a artistas, festivais, revitalizações e feiras agropecuárias. Eis alguns destaques:

  • Disney – Disney On Ice e Disney, Magia e Sinfonia;
  • exposições – 3 em homenagem à Frida Kahlo, um sobre Monet e outro de Santos Dumont;
  • musicais – Belchior, Alceu Valença, Charles Chaplin e “American Idiota” (do grupo Green Day);
  • festivais – duas versões da tradicional Oktoberfest, em SP e no RS;
  • revitalizações – palco do Theatro Municipal do Rio e a iluminação do Obelisco, em São Paulo.

Poder360