Negros foram mais prejudicados no mercado de trabalho na pandemia, diz IBGE

De acordo com o relatório “Síntese de Indicadores Sociais: ​​Uma análise das condições de vida da população brasileira 2021”, publicado nesta 6ª feira (3.nov.2021) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), pessoas negras são a maior parte da população desempregada, empregada com subocupações e com os menores rendimentos mensais no Brasil em 2020. O estudo compara 2019 e 2020.

As desigualdades sociais foram acentuadas pela pandemia. Em um panorama geral, os índices de ocupação sofreram declínio, os de desocupação aumentaram. Mas os números são piores em grupos que já apresentavam desvantagem histórica na sociedade. Jovens e mulheres também estão entre os mais prejudicados durante o período.

Negros no mercado de trabalho
Além de maioria entre os desempregados (46%), a população negra também recebe menores salários. A diferença média de rendimentos mensais de brancos e pretos ou pardos ultrapassa R$ 1.200,00. Entre os empregados do país, negros ocupam cargos caracterizados por baixos rendimentos e alta informalidade.

Os setores que empregam maioria de pretos e pardos são:

  • Agropecuária;
  • Construção;
  • Comércio e Reparação;
  • Serviços Domésticos.